Diabetes: uma doença silenciosa

Uma Reportagem de Elisabete Teixeira e Sandra Martins

 

Na sociedade atual deparamo-nos com doenças estigmatizada, rotuladas, como a depressão, a epilepsia ou a diabetes. E pior do que o desconhecimento sobre uma doença são os mitos que surgem acerca dela, que, muitas vezes, impedem a aceitação do problema. É o caso da diabetes, que, muitas pessoas, tem associada a falsa ideia de ser uma doença muito difícil de conviver, que incapacita e reduz a esperança de vida. O erro nisso tudo, segundo especialistas, está na falta de esclarecimento e de educação sobre como conviver com a doença.
 
A diabetes é uma doença crónica que se manifesta pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela inaptidão do organismo alterar toda a glicose proveniente dos alimentos.
Nesta doença o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina (responsável pelo controlo dos níveis de açúcar), matando-as, o que leva o pâncreas a produzir pouca ou nenhuma insulina e consequentemente a um nível muito elevado de açúcar no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo mas em excesso, pode trazer várias complicações à saúde. A glicose em excesso no sangue, cria conjuntos deste açúcar que são tóxicos para as células. Por outro lado as proteínas também se ligam a esses aglomerados, o que prejudica o bom funcionamento das mesmas.
 
Existem dois tipos de diabetes: a tipo um, conhecida como a diabetes insulino-dependente e a tipo dois, que se denomina por diabetes não-insulino-dependente (mais frequente, representando 90% dos casos).
No primeiro caso, apesar de o pâncreas produzir insulina, essa produção é feita em quantidades insuficientes ou em qualidades deficientes, podendo acontecer ambas as situações. A causa para esta falta de insulina pode ser um dano nas células do pâncreas que a produzem. Usualmente essa lesão dá-se porque o sistema imunitário das pessoas reage sobre essas células, destruindo-as. Ao contrário da diabetes tipo dois, a tipo um ocorre com maior frequência nas crianças e nos jovens e podendo ser hereditário.
Já no segundo caso, apesar de o pâncreas produzir insulina, as células do organismo oferecem resistência à acção da insulina, fazendo com que o pâncreas trabalhar cada vez mais, até que a insulina criada se torna escassa, tendo o corpo cada vez mais dificuldade em absorver o açúcar proveniente dos alimentos. Este tipo de diabetes aparece regularmente em idade adulta, podendo também ser hereditária. A obesidade pode ser outra das causas para o desenvolvimento de resistência à insulina. O seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adopção duma dieta alimentar e actividade física, para normalizar os níveis de açúcar no sangue.
 
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Quercus e Valormed iniciam reflorestação da Serra do Alvão

A Valormed e a Quercus uniram-se na missão de reflorestar a Serra do Alvão. Trata-se de um projecto de reflorestação de 20.000 árvores que arrancou no Dia da Floresta Autóctone, dia 23 de Novembro. A primeira fase abrangeu os concelhos de Vila Real e Vila Pouca de Aguiar. A aldeia de Souto, na Freguesia Telões em Vila Pouca de Aguiar, recebeu as primeiras 400 árvores que foram plantadas com o apoio de 50 crianças de duas escolas do 1º ciclo de Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, devidamente acompanhadas por técnicos da Quercus.

Depois de incêndios, pastoreio intensivo e cortes, a Serra do Alvão poderá agora ter de volta a floresta que tem perdido. Pretende-se que até 2013 sejam plantados o castanheiro, o carvalho-negral, folhado, pilriteiro, azevinho, loureiro, azereiro, lódão-bastardo, freixo, pereira-brava, abrunheiro-bravo, sabugueiro e cerejeira-brava.

Para Duarte Marques do Gabinete de Apoio ao Agricultor do Município de Vila Pouca de Aguiar esta iniciativa significa uma maior área florestada com floresta sustentável (autóctone) e uma excelente iniciativa do ponto de visa da sensibilização. “Esta iniciativa mostra que é possível, com o envolvimento de todos e com parcerias, ter uma eficácia para a melhoria da nossa floresta”, sublinhou Duarte Marques. Quanto às expectativas, Duarte Marques, certo do sucesso deste projecto, espera que seja a primeira de muitas iniciativas deste género.

Esta iniciativa começou aquando da campanha “Entregue os medicamentos fora de uso e trate do Ambiente” lançada pela VALORMED, empresa de gestão de resíduo de embalagens e medicamentos fora de uso, em parceria com a Quercus, que visa apoiar sobretudo a reflorestação de áreas na Serra do Alvão. É de referir que o projecto de reflorestação é de iniciativa e gestão da Quercus mas a VALORMED, no âmbito de Protocolo celebrado com esta Associação ambiental, apoia financeiramente esta iniciativa.

O apoio das 2800 farmácias que aderiram a esta campanha e dos utentes que entregaram medicamentos fora de uso nas farmácias permitiu à VALORMED reconverter os desperdícios em árvores, as quais estão destinadas a valorizar e manter a riqueza ambiental de uma das maiores áreas naturais protegidas de Portugal.

Todo o material recolhido nas farmácias é objecto de um processo de triagem e reencaminhado posteriormente para reciclagem e valorização, reduzindo o impacto negativo destes resíduos no ambiente.

Para o director-geral da Valormed, José Carapeto, a resposta dos cidadãos a este projecto é positiva: “pois sentem que ao terem um adequado procedimento ambiental de entrega de embalagens de medicamentos fora de uso nas farmácias estão igualmente a contribuir para outro projecto ambiental de reflorestação do Parque do Alvão”.

Com este propósito, José Carapeto espera: “um melhor conhecimento do sistema de recolha de embalagens de medicamentos fora de uso  gerido pela VALORMED  e globalmente pela maior sensibilização das pessoas para as questões relacionadas com o ambiente”, acrescentando ainda que: “estas iniciativas deviam ser repetidas o maior número de vezes possível para que a população fique sensível para a temática ambiental”.

Já Paulo Lucas, dirigente da Quercus, deixa um apelo: “Gostaríamos que os cidadãos colaborassem activamente na entrega de medicamentos fora de prazo e das embalagens nas 2800 farmácias aderentes e que, em 2013, tenhamos concluído as acções no terreno com sucesso, pois o sucesso desta iniciativa depende em muito dos cidadãos”, conclui.


União de Sindicatos de Vila Real organiza “Acção de Rua” no dia da Greve Geral

Amanhã, dia 24 de Novembro, dia de Greve Geral, a União de Sindicatos de Vila Real (USVR), vai organizar um protesto no Largo do Pelourinho, em Vila Real, com uma concentração de trabalhadores.

A concentração terá lugar às 15 horas e por volta das 18h irá decorrer uma assembleia popular.

O protesto intitulado “Acção de Rua”  tem como principal objectivo,  alertar os trabalhadores e a população do distrito de Vila Real para os problemas como a recessão económica, o aumento da exploração dos trabalhadores/as e o empobrecimento do País: “Os trabalhadores do nosso distrito e a esmagadora maioria da população portuguesa vem perdendo, ano após ano, valor real nos seus salários,  e grande parte das famílias trabalhadoras não consegue fazer face às necessidades prementes do dia-a-dia”, declarou António Serafim coordenador da União dos Sindicatos de Vila Real. Para António Serafim:  “As forças políticas que, no governo e em todos estes últimos anos, conduziram o país à actual crise com a sua política de desastre nacional, entregaram o destino do País à humilhante dependência externa”.

A verdade é que só o distrito de Vila Real regista hoje mais de 11.873 desempregados. O aumento do desemprego que se tem verificado no nosso distrito constitui para a União de Sindicatos de Vila Real o principal problema: “estes dados subavaliam a realidade, uma vez que muitos trabalhadores estão emigrados, outros estão em programas de formação profissional e de emprego e, por isso saem desta contabilização e muitos outros não se inscrevem nos centros de emprego”, sublinhou António Serafim.

Na óptica do coordenador  da USVR, os baixos níveis das prestações sociais existentes é uma problemática, pois atiram muitos indivíduos para situações de pobreza. António diz que 1/5 dos beneficiários do distrito que tinham outros rendimentos para além desta prestação encontravam-se no mercado de trabalho, o que significa que os baixos salários praticados no distrito não permitem a muitos trabalhadores obterem os meios de vida necessários à sua subsistência e à das suas famílias.

É de realçar que as dificuldades que afectam os jovens também estão na linha das preocupações da USVR: “não é por acaso, que consideramos que fazer Greve Geral no próximo dia 24 de Novembro, é fazer um investimento no presente e no futuro. Na defesa dos direitos sociais e laborais e na salvaguarda dos direitos dos mais jovens e das futuras gerações”, refere o coordenador da USVR.

Para este, as soluções para o nosso distrito passam sobretudo por apostar no Desenvolvimento Regional: “A  Regionalização, como forma de descentralização do poder, portanto com autonomia política e económica instalada nas regiões, será um passo importante para o desenvolvimento que é necessário imprimir ao Distrito”, diz o António Serafim, que acrescenta ainda: “Por outro lado, o desenvolvimento deste, ou qualquer outro Distrito, passa obrigatoriamente pelo aproveitamento dos recursos e potencialidades existentes, dos meios naturais e histórico-culturais, gastronomia, tradições e ambiente”.

Para António Serafim vale sempre a pena lutar pelos nossos direitos e por uma sociedade mais justa e equitativa: “contamos que, no próximo dia 24 de Novembro, vamos ter uma Acção de Rua  bastante participada, e uma grande adesão à Greve Geral”.

 


Portugueses vão poupar nas compras de Natal

O Natal está a chegar e com ele a azáfama das compras de Natal para os mais pequenos, os mais queridos, a família e os amigos mais próximos. Mas o poder de compra dos portugueses está cada vez mais baixo e já se começam a notar quebras nas vendas de forma drástica.

Com uma taxa de desemprego nacional a rondar os 12,4% estima-se que, entre Julho e Setembro deste ano, o número de desempregados em Portugal, se fixou nos 689.600 indivíduos.

Olhando para o mapa, a região Norte é uma zona crítica com uma taxa de desemprego de 12,7%. Em grande parte relacionado com a falência de empresas que lançou para o desemprego milhares de trabalhadores.

Vistos bem os números, prevê-se ainda que a implementação das medidas de austeridade, bem como a desaceleração da economia dos principais parceiros comerciais de Portugal deverá provocar um novo aumento do desemprego ao longo de 2012.

Por cá, o comércio vila-realense há muito que está a regredir mas este ano há mais um motivo para se poupar nas compras de natal: cortes dos subsídios de Natal. As vendas, essas, já começam a sofrer quedas. “Já se nota uma quebra muito grande. As pessoas vêm na mesma à loja mas já não compram tanto como compravam. Primeiro ainda compravam um conjunto, um casaco, umas calças e uma t-shirt e agora optam só por uma peça. Este ano já começamos a ver pessoas a comprar prendas de natal mais cedo mas compram prendas muito mais básicas”, diz-nos Daniela Mesquita, lojista da Bershka. Outra lojista, que preferiu manter-se no anonimato diz também já notar quebras nas vendas: “Já se vê algumas pessoas a fazerem compras de natal mas no ano passado começaram mais cedo. Mas as que compram, compram apenas lembranças e artigos mais baratos”.

Quanto aos clientes, quando questionados acerca da contenção nas compras de natal, a resposta é sempre a mesma: “Naturalmente. Está tudo muito mais caro e tanto eu como o meu marido tivemos cortes no subsídio de natal. Se calhar só vou fazer compras para as crianças ou só mesmo para os meus filhos” relatou-nos Cristina Soares.

Outras pessoas são da opinião que os portugueses deviam comprar só o que necessitam: “deviam tentar controlar-se nos gastos e racionalizar o dinheiro que têm. Por isso no Natal não dou prendas a ninguém, só aos meus filhos porque não vou gastar mais do que aquilo que tenho”, declarou Filomena Vieira.

Neste Natal os portugueses vão ter mesmo que definir prioridades: “Vou comprar mesmo só que é preciso. Os bens fúteis vão ser cortados. Em vez de comprarmos uma barbie a uma criança que já tem muitas, compramos uma peça de roupa que lhe faça falta”, diz Catarina Teixeira, que acrescentou ainda: “Deixa-se de ter como alvo as empresas de marcas e passa-se para a linha branca. Estou desempregada desde Maio, por isso tive de requalificar a minha vida toda. Temos de pensar antes de agir”, conclui.


Biblioteca Municipal aberta ao público até às 23 horas

A Biblioteca Municipal de Vila real, Dr. Júlio Teixeira, tem horário alargado até as 23 horas. O actual edifício foi inaugurado em Outubro de 2006, integra a Rede Nacional de Bibliotecas de Leitura Pública, e é já apontada como um caso de grande sucesso em Vila Real.

Desde a sua inauguração tem vindo a aumentar o acervo de livros existentes e disponíveis para consulta na Biblioteca, fruto de um investimento financeiro da Autarquia que se tem traduzido na aquisição de mais de 10 mil novos títulos, por ano.

O alargamento do horário teve como objectivo servir melhor o público e: “fazer o mais possível, com os recursos disponíveis, para servir os cidadãos” declara Vítor Nogueira, Director da Biblioteca Municipal. Com este alargamento pretenderam também servir públicos diversos, desde as escolas da região, através do Serviço Educativo da biblioteca,  aos utentes de lares de terceira idade, aos reclusos do Estabelecimento Prisional de Vila Real, e aos estudantes que procuram livros do Fundo Antigo da biblioteca.

O aumento da procura crescente pela Biblioteca Municipal também contribuiu para a tomada de decisão do alargamento do seu horário: “E conseguimos fazê-lo sem aumentar custos, para além dos custos de energia directamente associados, que são consideráveis numa Biblioteca que está aberta 75 horas por semana” disse Vítor Nogueira.

O director afirma que foi de facto uma boa aposta, a avaliar pelo número de utentes que os visitam à noite, e acredita que, com este movimento podem continuar a crescer e a consolidar públicos nos próximos anos, apesar da propalada crise que, em termos orçamentais, também tem afectado esta infra-estrutura.

Neste momento, a Biblioteca Municipal de Vila Real aproxima-se já dos cem mil visitantes por ano.

Fundada em 1839, esta é uma biblioteca com mais de 170 anos e é uma das mais antigas bibliotecas públicas do País. Mas só desde há cinco anos é que tem um edifício próprio construído de raiz para a albergar: “Têm sido cinco anos de muito trabalho, mas também de muitos progressos, não só ao nível do número de visitantes, mas também a outros níveis, como o número de livros disponíveis, estamos com perto de 80 mil volumes disponíveis para consulta, ou o número de serviços disponíveis para o público” afirma Vítor Nogueira.

Graças ao alargamento do seu horário de funcionamento para as 23 horas, os vila-realenses vão poder usufruir ainda mais dos serviços da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira.


Bombeiros Voluntários da Cruz Verde socorrem vila-realenses há 120 anos

Os Bombeiros Voluntários da Cruz Verde de Vila Real comemoram 120 anos de existência. Para a sua comemoração, têm tido ao longo do ano uma exposição móvel intitulada “Memórias dos Bombeiros Voluntários”. Esta exposição começou por estar patente, no inicio das comemorações dos 120 anos, no Museu do Som e da Imagem, no Teatro Municipal, passando posteriormente para o Museu de Numismática e estando agora na Biblioteca Municipal até dia 30 de Novembro.

Esta exposição virada para todo o tipo de público tem como principal objectivo sensibilizar as escolas primárias: “Estamos a fazer um trabalho muito próximo com as escolas primárias do nosso concelho, tem havido muitas visitas e algumas acções de formação para alimentar essa exposição com as próprias escolas primárias do nosso concelho”, declara Miguel Fonseca, Comandante dos Bombeiros da Cruz Verde.

A exposição relata ao seu público os 120 anos da história e da vida dos bombeiros. A par desta mostra têm sido desenvolvidas acções de formação e de sensibilização onde são mostrados os equipamentos e algumas técnicas desenvolvidas pelos bombeiros. Por esta exposição já passaram mais de 500 crianças em visitas guiadas.

O trabalho de sensibilização da Cruz Verde faz parte do programa anual de formação do corpo de bombeiros, quer seja nas escolas como nos próprios espaços da exposição.

Numa altura em que a palavra crise está na ordem do dia, esta também chega aos bombeiros voluntários: “Os bombeiros já vivem a crise há muitos anos. As pessoas têm a ideia totalmente errada que os bombeiros são praticamente subsidiados a100% pelo Estado mas a nós chega apenas 10% dos apoios. O apoio da Câmara Municipal de Vila Real tem tido um peso muito maior” afirma o Comandante Miguel Fonseca que acrescenta ainda: “O Município tem feito um excelente trabalho apesar de ter dois corpos de bombeiros para apoiar. Tem-se esforçado muito para continuar a apoiar estas associações”.

Fundada a 1 de Dezembro de 1891 é difícil contar toda a história de uma associação com 120 anos: “O ponto principal é a sua fundação. Este foi o primeiro corpo de bombeiros do concelho de Vila Real e o terceiro do distrito. Foi o culminar do esforço de toda a população vila-realense e desde aí tem sido um garanto da segurança no concelho”, relata Miguel Fonseca.

Considerando-se uma casa da comunidade, a Cruz Verde foi a primeira casa a ter uma viatura motorizada e a primeira ambulância do distrito de Vila Real. E é com orgulho também que a corporação relembra a comemoração dos seus 100 anos em 1991, onde toda a cidade esteve em festa.


Dia Mundial da Diabetes assinala-se em Vila Real com workshop

Hoje o Dia Mundial da Diabetes assinalou-se em Vila Real, no Centro Comercial Dolce Vita Douro, com um workshop tendo como tema a “Educação e prevenção”.

O workshop teve como objectivo sensibilizar a população para uma doença que já atinge um grande número de pessoas. “É importante debatermos este tema em conjunto e o workhop é um bom meio, pois possibilita as pessoas trocarem experiências” relatou-nos Jacinto Gomes, enfermeiro do centro de saúde nº2 de Vila Real. Por outro lado: “possibilita a nós profissionais perceber as principais dificuldades dos diabéticos e de que maneira podemos ajudá-los a superar esta doença. Com estas campanhas pretendemos sensibilizar as pessoas para adoptarem estilos de vida saudáveis que promova o exercício físico alimentação saudável” afirmou Jacinto Gomes.

O workshop realizado partiu da iniciativa dos Cuidados Médicos da Comunidade de Mateus, uma unidade que tem como objectivo a prevenção e promoção no âmbito da saúde. Esta iniciativa faz parte de um conjunto de actividades que o Centro de Saúde de Mateus, em parceria com o Dolce Vita, vai desenvolver ao longo do ano.

A diabetes preocupa cada vez mais a comunidade médica devido aos hábitos de vida que os portugueses têm vindo a adquirir. “Apesar da múltipla informação que temos hoje em dia, a diabetes prevalece, aumenta e tem complicações cada vez mais relevantes que, apesar de todas as campanhas de informação e sensibilização, parecem continuar” afirma Gabriel Martins, Enfermeiro e Coordenador da Urgência de Mateus.

Apesar de a população estar alertada para esta doença, Gabriel Martins tem algumas dúvidas de que os alertas sejam suficientes para mudar comportamentos: “A diabetes não se sente, não tem nenhum sintoma exterior que a identifique e alerte as pessoas. É uma doença progressiva, que se instala com tendência para ser crónica e depois quando as consequências acontecem já são irreversíveis” afirma o enfermeiro. “O nosso objectivo é actuar numa fase de prevenção mas em muitos casos as pessoas já se encontram numa fase onde têm de se privar dos seus hábitos normais, mudar a alimentação e consumir medicamentos”, declara Gabriel Martins.

A diabetes já afecta quase um terço da população portuguesa com mais de 60 anos e é a principal causa de insuficiência renal, de amputações de membros inferiores e de cegueira.

A comunidade médica espera, com estas iniciativas, conseguir passar a sua mensagem à população. Prevenir é objectivo das suas acções de sensibilização.