Category Archives: Curiosidades

Jovens apostam cada vez mais na sua formação

Entrevista

À conversa com… Madalena Silva: Licenciada em Antropologia Aplicada, e com uma Pós-Graduação em Turismo Cultural, Madalena decidiu integrar outro curso para completar a sua formação. Um Mestrado em Ciências da Comunicação – variante de Jornalismo foi a sua escolha, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Vamos à descoberta do percurso desta lutadora.

Elisabete Teixeira: Quando é que te licenciaste e qual foi a Licenciatura?


Madalena Silva: Licenciei-me em Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento (nomenclatura correta, na altura), pela UTAD, em 2000-2005.

ET: Após o seu término conseguiste de imediato colocação na área?

MS: Não. De 2005 a 2007, ainda trabalhei como tradutora de Inglês e Francês numa empresa, emprego que conciliei com os estudos, ao longo dos 5 anos da Licenciatura. 

ET: Atualmente estás a trabalhar na área da tua Licenciatura?

MS: Atualmente, trabalho na Escola Profissional de Felgueiras (EPF). Sou Formadora e Mediadora Pessoal e Social de Cursos de Educação e Formação para Adultos (EFA), de Nível Secundário. Segundo o Instituto do Emprego e Formação Profissional – IEFP, estes cursos

“visam elevar os níveis de habilitação escolar e profissional da população portuguesa adulta, através de uma oferta integrada de educação e formação que potencie as suas condições de empregabilidade e certifique as competências adquiridas ao longo da vida” (IEFP, online, 18/12/2011).

 De notar que

 “esta formação reveste-se de uma importância estratégica no quadro das políticas de educação e formação ao longo da vida, na medida em que visa potenciar a qualificação da população adulta, por via da valorização das competências adquiridas, ao longo da vida, em diferentes contextos, no sentido de aumentar a competitividade do tecido empresarial, face aos desafios provocados pela globalização da economia e pela inovação tecnológica” (IEFP, online, 18/12/2011).

Neste momento, ministro formação na Área de Cultura, Língua e Comunicação (CLC), em regime de codocência, ficando uma Colega licenciada em Línguas com a parte da Língua e eu com a parte da Cultura e Comunicação. O que faz um formador? De acordo com o Regulamento de Funcionamento da Formação da EPF, “ao formador compete, de uma forma geral, contribuir por todos os meios ao seu alcance, para a formação adequada dos formandos numa perspetiva de valorização pessoal e técnico-profissional” (Regulamento de Funcionamento da Formação da EPF, 2008). Compete-lhe ainda, de forma mais específica:

“A administração e desenvolvimento do referencial básico fornecido;
A organização e elaboração dos materiais didáticos apropriados;
A escolha dos temas e textos de apoio;
A preparação e correção de todos os instrumentos de avaliação dos formandos;
A organização, planificação e intervenção teórica e prática das sessões de formação de abordagem ao programa, objetivos e respetivos conteúdos;
Estar presente em todas as reuniões das equipas pedagógicas de formadores de cada uma das ações” (Regulamento de Funcionamento da Formação da EPF, 2008).

No que respeita à Mediação Pessoal e Social, cabe-me também esclarecer o que faz. Logo, segundo o Regulamento de Funcionamento da Formação da EPF,

 “o Mediador/Coordenador é – no domínio do aproveitamento do grupo-turma e nos aspetos relacionados com a eficácia do processo de ensino-aprendizagem – o principal elo de ligação entre o responsável de formação, os formandos e os formadores” (Regulamento de Funcionamento da Formação da EPF, 2008).

Dito isto, não estou propriamente a trabalhar em Antropologia Aplicada, mas faço uso da mesma todos os dias, uma vez que é uma fortíssima ferramenta de trabalho, o que já me deixa muito feliz.

ET: E da Pós-Graduação em Turismo Cultural, o que nos podes dizer?

MS: Em janeiro de 2006, através do site da Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa (Ader-Sousa), tomei conhecimento do Programa de Formação para a Promoção e Dinamização da Rota do Românico do Vale do Sousa, o qual incluía uma Pós-graduação em Turismo Cultural. Achei muito interessante e com o intuito de aprender mais, candidatei-me a uma vaga, tendo sido selecionada. Gostei muito de a realizar. A maioria dos conteúdos era muito interessante e alguns dos formadores nasceram para ensinar, o que naturalmente cativa a atenção do seu público. Lembro-me particularmente de um professor de História da Arte que me fascinou, o Professor Jorge Rodrigues, da Universidade Fernando Pessoa, em Lisboa, que vinha semanalmente ao Norte ministrar as aulas. Aprendi sobre novos temas; relembrei outros; troquei experiências. Foi, sem dúvida, uma experiência muito positiva.

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Desemprego leva portugueses a recorrer a Institutos de Inglês

A crise e o desemprego crescentes em Portugal estão cada vez mais a levar os portugueses a recorrerem a institutos de aprendizagem da língua inglesa para sobreviverem no mercado de trabalho.

Num mundo cada vez mais global e onde a língua inglesa é a ferramenta essencial no mundo dos negócios, quem souber o Inglês tem mais vantagens de singrar.

Emigrar também é uma solução a que os portugueses estão a recorrer para fugir de um país onde a percentagem de desemprego é de 12,6% este ano e com previsões para aumentar um ponto percentual em 2012. Porém, a língua por vezes é um entrave e actualmente “quem se limita a saber apenas a língua materna está sujeito a ficar isolado do resto do mundo, hoje em dia com a globalização, mercado de trabalho, negócios, etc, para nos adaptarmos ao mundo em que vivemos temos que aprender linguas estrangeiras” afirma Emily Rodrigues, empregada na área do Turismo. A mesma diz que “já tenho a vantagem de saber a língua francesa o que já é uma boa bagagem no entanto, com o avanço dos tempos modernos, a língua inglesa foi alcançando um lugar no topo da tabela das línguas mais faladas no mundo e por esta razão decidi aprender o Inglês no Wall Street Institut em Vila Real.”

Para Emily, o facto de saber outra língua foi fundamental para o seu Currículum Vitae, pois foi um dos critérios de avaliação da pessoa que a entrevistou para o emprego onde se encontra.

Também para Catarina Botelho foi vantajoso aprender o Inglês: “Assim que acabei o curso consegui ter trabalho na minha área, foi muito mais fácil, pude pôr logo em prática tudo o que aprendi”.

Do outro lado, quem ensina a língua também sente que as dificuldades têm levado ao aumento do número de inscritos nos institutos de inglês. Filipe Cunha, professor de Inglês num instituto diz que: “com a crise as pessoas apostam cada vez mais na aprendizagem de inglês. Em tempos de aperto financeiro cuja primeira consequência é o desemprego e o emprego precário, as pessoas sentem uma maior necessidade em apostarem na sua formação, seja pela perspectiva de um emprego melhor, seja pela ambição de uma promoção, ou, em última estância, pela perspectiva de emigração”.

Mas engane-se quem pensa que só os jovens é que estão a apostar neste nicho de mercado. Esta procura estende-se a pessoas várias e com diferentes motivações. “Aqueles que nos procuram têm na sua maioria o desejo de verem as suas competências acrescidas e, logo, os seus currículos valorizados” afirma o professor de Inglês, e acrescenta “devido ao desemprego crescente em Portugal temos muitos alunos desempregados que nos procuram para poderem sair dessa situação o mais rapidamente possível”.

Fica o sucesso que muitas pessoas conseguem alcançar com a aprendizagem desta língua. Filipe Cunha deu-nos alguns exemplos de sucesso: “três alunas, que graças às suas apostas no inglês connosco, trabalharam como guias turísticas numa fundação local e que, sem esta formação, não teriam conseguido os seus empregos; sei também de outros casos que prosseguiram estudos no estrangeiro graças ao seu conhecimento de inglês adquirido connosco”.


Cortes nas Bolsas de Estudo

Notícia

Os cortes nos apoios sociais poderão afetar cerca de 20 mil universitários.



Câmara Amiga de Vila Real

Notícia

A Câmara Municipal de Vila Real desenvolveu um projeto “Câmara Amiga” que visa sobretudo apoiar os idosos, as famílias numerosas e as pessoas mais carenciadas.


Vila Real em imagens

Foto-reportagem da cidade de Vila Real


…E assim nasce o Jornal Impresso

Todos os dias chegam às nossas mãos as notícias do dia em vários jornais nacionais e locais. Todos os dias esses jornais são “devorados” pelos leitores à procura das notícias que estão na ordem do dia e que lhes interessam…mas enquanto estão a ler as notícias alguém pensa como é que o jornal impresso chega às nossas mãos? Alguém pensa como é que surgiu o jornal impresso? Alguém sabe que o primeiro jornal português foi fundado em 1645? Era A Gazeta, de Lisboa.
Então aqui vai um pouco da história do Jornal Impresso.

Foi a partir da descoberta da tipografia por Johannes Gutenberg que o processo de impressão do jornal tornou-se mais eficaz no século XIX.

A construção das páginas dos periódicos na época demorava horas e não permitia uma variação constante do tamanho das fontes. Por outro lado, a dedicação empenhada na confecção do produto final, deixou heranças marcantes no conhecimento sobre disposição dos elementos no jornal.

O chamado jornalismo moderno, começou no século XVI, nos Cafés de Londres, onde os donos dos cafés estimulavam conversas com os viajantes, que contavam o que haviam visto pelo caminho. Os tipógrafos recolhiam as informações e depois imprimiam. Os primeiros jornais, saíram desses cafés em 1609.

Segundo Bill Kovach e Tom Rosenstiel (autores do livro “Os Elementos do Jornalismo”) a escrita teve um grande avanço. Antes eram usados suportes como tiras de chumbo, pele e o papiro. Os romanos escreviam a Acta Diurna (documentos oficiais de Roma, que se tornavam públicos), com as tiras de chumbo. Com a revolução da escrita, houve o surgimento da imprensa.

Johannes Gutenberg ficou conhecido como o grande revolucionário da impressão, por ter feito uma grande obra impressa, a Bíblia; mas os verdadeiros criadores da imprensa, foram os chineses, pois mesmo antes de Gutenberg, as noticias já circulavam.

As primeiras publicações jornalísticas, surgem no começo do século XVII, na Alemanha, nos Paises Baixos e na Inglaterra.

Na história do jornal impresso, estão as Gazetas, as notícias eram vinculadas ao interesse mercantil (chegada de navios, relato de guerras), eram periódicas e manuscritas.

Curiosidade
Gazeta era a moeda utilizada em Veneza, no século XVI, os manuscritos e periódicos custavam uma moeda, ou seja, uma gazeta. Essas informações mercantis derivam das Letteri D`avvisi (cartas manuscritas, não periódicas, que já eram recebidas pelos comerciantes venezianos, desde o século XIII). Esse tipo de informação (Letteri D`avvisi), começou a criar atritos entre nobres e religiosos que começaram a sentir-se prejudicados pela exposição pública.

Já foi dito que, se o termo “Jornalismo” é relativamente moderno, a sua história é muito antiga e se confunde, inevitavelmente, com a da imprensa, desde que Johannes Guttenberg aperfeiçoou a técnica de reprodução de textos por meio do uso dos tipos móveis.

Primórdios
Há muitos séculos atrás já eram criadas publicações e distribuídas regularmente pelos governos. As primeiras reproduções da escrita foram, sem dúvida, obtidas sob um suporte de (cera) ou de (argila) com os selos cilíndricos e cunhas, encontrados nas mais antigas cidades da Suméria e da Mesopotâmia do século XVII a. C.

A primeira publicação regular de que se tem notícia foi a Acta Diurna, que o imperador Augusto mandava colocar no Fórum Romano no século I de nossa era. Esta publicação, gravada em tábuas de pedra, havia sido fundada em 59 a.C. por ordem de Júlio César, trazendo a listagem de eventos ordenados pelo Ditador (conceito romano do termo). Na Roma Antiga e no Império Romano, a Acta Diurna era afixada nos espaços públicos, e trazia fatos diversos, notícias militares, obituários, crônicas esportivas, entre outros assuntos.

O primeiro jornal em papel, Notícias Diversas, foi publicado como um panfleto manuscrito a partir de 713 d.C., em Kaiyuan, em Pequim, na China. Kaiyuan era o nome dado ao ano em que o jornal foi publicado. Em 1041, também na China, foi inventado o tipo móvel. O alfabeto chinês, entretanto, por ser ideográfico e não fonético, utiliza um número de caracteres muito maior que o alfabeto latino europeu. No ano de 1908, os chineses comemoraram o milenário do jornal Ta King Pao (Gazeta de Pequim), apesar de a informação não ter comprovação absoluta.

Durante o século XVI os centros mais produtivos eram as cidades universitárias e as cidades comerciais. Veneza continuou a ser a capital da imprensa, seguida de perto por Paris, Leon, Frankfurt e Antuérpia. A Europa tipográfica começava a deslocar-se de Itália para os países do Norte da Europa, onde funcionava como elemento difusor do humanismo e da Reforma oriunda das cidades italianas.


150 anos de amizade com Japão

Ao longo do ano de 2010 tem vindo a comemorar-se em Portugal e no Japão os 150 anos da assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre os dois países.
Este tratado marcou em 1860 o início das relações diplomáticas Luso-Japonesas em plena idade contemporânea e é ainda hoje o documento base do relacionamento bilateral vigente.

Neste contexto, foram muitas as iniciativas que ao longo do ano tiveram lugar no Japão e em Portugal, da iniciativa da Embaixada, das associações luso-nipónicas e da sociedade civil em geral, para promover a cultura portuguesa e japonesa bem como os laços que nos unem há quase cinco séculos. Actividades, workshops, exposições, festivais de cinema, concertos de música, entre outros foram as opções escolhidas para as celebrações dos 150 anos do tratado. Mas se por terras portuguesas a cultura japonesa é bem divulgada, o mesmo se pode dizer ao contrário. No continente asiático, os festivais de cinema português, em Tóquio, em digressão depois pelas principais cidades do Japão, a visita do navio-escola Sagres a Yokohama, Tanegashima e Nagasaki, o lançamento de um selo comemorativo, concertos de música clássica portuguesa, a entrega da 16ª edição do Prémio de Literatura ‘Rodrigues – o Intérprete’, as semanas dedicadas a Portugal em Quioto, Osaka e Nagasaki; apresentação da Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, adaptada a Teatro Noh em Tóquio e Quioto e muitas outras iniciativas realizadas um pouco por todo o Japão, ao longo do ano, promovem Portugal numa perspectiva actual e moderna. É todo um outro Portugal a descobrir pelos japoneses, para além das nossas ligações históricas, do nosso incontornável e rico passado histórico luso-nipónico dos séculos XVI e XVII.

A História

Após prolongada presença portuguesa, inicialmente no sul e centro do Japão (de 1543 a 1639), as relações diplomáticas entre os dois países foram formalmente estabelecidas pelo Tratado de Paz, Amizade e Comércio, assinado em 1860, pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão.
A assinatura do Tratado formalizou o ‘reencontro’ entre Portugal e o Japão depois de um século de profundas, ricas e expressivas relações diplomáticas, comerciais e culturais (de 1543 a 1639) e um hiato que se lhe seguiu de mais de dois séculos até 1860.
O Tratado foi assinado em Edo, pelos seguintes representantes: Mizoguchi Saekino Kami, a cargo das relações comerciais e diplomáticas com os países estrangeiros; Sakai Okino Kami e Matsudaira Jirobe (Matsdaira Dzirobe) e Isidoro Francisco Guimarães nomeado pelo Rei de Portugal. (Isidoro Francisco Guimarães desempenhou o cargo de Governador de Macau entre 1851 e 1863)

Curiosidades
Um dos dois originais do Tratado que o Japão preservou foi queimado na sequência do grande terramoto de Kanto de 1923. Portugal conserva um outro original do Tratado no Arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros.