UTAD recebe Marcelo Rebelo de Sousa

A Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) recebeu hoje o professor Marcelo Rebelo de Sousa para uma
palestra.

Enquadrada no ciclo de conferências da Escola de Ciências da Vida e do Ambiente a palestra teve como intuito despertar os estudantes para adquirirem conhecimentos complementares à sua área de formação básica.

Recebido em ovação, a sala encheu-se de pessoas de diferentes gerações para ouvir esta que seria uma oração de sapiência do professor.

Abrangendo diferentes temas Marcelo Rebelo de Sousa focou-se sobretudo na formação dos jovens considerando que é fundamental que sejam acompanhados de uma pauta de valores e que saibam comunicar. “Estamos no século da comunicação” adiantou o professor.

Num ambiente de grande descontração e muitas risadas Marcelo prosseguiu o seu discurso abordando o tema da crise a alertando os jovens presentes na sala “os que estão a começar agora a sua formação académica têm uma boa notícia: o país não poderá ficar pior do que está”, declara o professor tentando manter um tom informal e descontraído com os presentes na palestra.
No final da oração o público colocou algumas questões todas viradas para a problemática do desemprego entres os jovens licenciados e o abandono do ensino superior devido às dificuldades no pagamento das propinas.

Marcelo Rebelo de Sousa finalizou a palestra falando um pouco da sua vida e dos aspetos que o realizam. Admite realizar-se como professor e com os seus alunos. Sempre adorou comunicação e “estou sempre à procura do debate, de suscitar questões”. Mas confessa que depois de já ter adaptado diferentes estilos de comunicação para acompanhar as mudanças das gerações, a uma certa altura há um limite “tenho de sair pelo meu próprio pé da comunicação. Não sei se é daqui a um ano ou dois”.

De origem minhota, Marcelo Rebelo de Sousa é professor há cerca de 40 anos. Acompanhou diferentes gerações e considera que os jovens de hoje têm de estar em constante atualização de conhecimentos e obter várias experiências profissionais. Isto porque, na óptica do professor esta geração “descobre” o que quer, o que os realiza, cada vez mais tarde devido, em muito, a menor capacidade para filtrar tanta informação que lhes chega diariamente. E “Ninguém é plenamente realizado achando que o é sozinho”, conclui, para apelar a união entre os jovens.

Elisabete Teixeira

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Licenciada em Ciências da Comunicação Mestrado em Jornalismo Ver todos os artigos de Elisabete Pinto

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