Vila Real recebe 14ª edição da Feira do Artesanato e Gastronomia

O Pavilhão de Exposições da Nervir, em Vila Real, recebe pela 14ª vez a Feira do Artesanato e Gastronomia (FAG). Até ao próximo dia 4 de Dezembro os vila-realenses poderão ver e provar o que de melhor é produzido na região.

Considerada uma referência para os transmontanos, a FAG contribui para a dinamização do Artesanato e das artes tradicionais através da valorização dos produtos artesanais e do comércio tradicional.

Para a inauguração da feira, a Nervir contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins que espera que cada ano seja sempre melhor que o anterior apesar de ter consciência que os tempos não estão fáceis: “são tempos de dificuldade e as pessoas têm menos dinheiro, as empresas também estão a passar um momento complicado. Mas desejamos que tudo corra bem. Este ano há menos expositores, é um sinal dos tempos, das dificuldades económicas e financeiras que estamos a viver”, sublinhou o presidente, acrescentando que é sempre bom ver o que temos, o que é nosso e que põe no mapa o nosso espaço regional.

Com cerca de 90 expositores presentes na feira, todos os visitantes poderão usufruir dos fumeiros da região, das alheiras e presunto tradicionais, vinho do Douro e Porto e ainda de uma bola caseira, ou pão com chouriço. Para além disto, poderão apreciar a arte dos artesãos.

Para João Prates, responsável pela organização da FAG, há todo um historial desta feira na divulgação e promoção do artesanato e gastronomia da região: “podemos dizer que o balanço é positivo das edições anteriores da FAG e esperamos que esta seja também positiva na promoção do comércio local”, acrescentando ainda: “Estes produtos são exclusivos, únicos, e a função da Nervir é ajudar na promoção dos pequenos artesãos e comerciantes locais”.

Numa altura de crise, o receio que esta também influencie o sucesso da 14ª edição da FAG, levou a uma maior aposta na divulgação e promoção: “fizemos um grande investimento em termos publicitários para divulgar a feira, para trazer expositores e para atrair visitantes”, sublinhou João Prates.

Apesar de ter havido uma pequena baixa em termos de números de expositores, a organização espera que os vila-realenses aproveitem a época natalícia que se está a aproximar para comprarem algumas lembranças: “com todos estes produtos que as famílias portuguesas utilizam bastante nesta época natalícia, aproveitem, pois temos tudo aqui a preço de feira, a preços convidativos e peças bastantes acessíveis que podem comprar para oferecer no Natal” conclui o responsável pela organização da FAG.

Matilde, uma das expositoras, conta que já participa nesta feira há 3 anos. Considera ser uma boa iniciativa que atrai bastante as pessoas: “O artesanato que se mostra, os produtos típicos, tudo isso é bom para mostrar o que se produz na região”, declara sem medo que a crise afecte o seu negócio: “A crise já está a afectar todos os sectores e acho que nesta feira também se vai fazer sentir mas vamos tentar que corra o melhor possível”.

Também Adélia Amorim, expositora, espera com a sua vinda para a FAG atrair mais clientes: “Temos medo da crise, por isso deixo o apelo para que venham ver e provar os nossos produtos e comprar-nos alguma coisa”.

Da mesma opinião é Ana Paula, expositora do stand “Doces conventuais de Alcobaça”, que diz haver muita concorrência e cada vez menos poder de compra por parte dos portugueses.

Para outros expositores, que estão presentes pela primeira vez na FAG, esta é uma oportunidade para divulgar e mostrar o que fazem: “É a primeira vez que estou a expor nesta feira e tenho boas expectativas, por aquilo que vejo as pessoas estão a gostar, eu também estou a gostar e acho que foi feito um bom trabalho por parte da organização”, adiantou Maria do Carmo do stand “Bijutarias da
Carmo”. Para esta expositora, juntar-se à feira foi uma maneira de fazer frente à crise: “Acho que as pessoas acomodam-se muito, temos de tomar iniciativas, fazer coisas novas para irmos para a frente, para combatermos a crise. Foi uma aposta e quero repetir para o próximo ano”.

Já os visitantes mostram-se satisfeitos com a iniciativa que consideram ser bom para os comerciantes locais e para a divulgação do que se produz na região. David Costa diz que foi à feira para ver o que os artesãos da região trouxeram para mostrar nesta feira: “Já tinha vindo às edições anteriores e gostei, por isso aqui estou novamente este ano. Mas nota-se que de ano para ano tem vindo a diminuir o número de expositores, há menos variedade”, adiantou.

Também Teresa Belo tem visitado a FAG todos os anos: “Gosto de ver todos os produtos da região e comprar alguns produtos típicos e também procuro ajudar algumas associações que estão aqui. É pena é que de ano para ano a feira esteja mais pequena”, acrescentou.

A Feira do Artesanato e Gastronomia visa também prestar uma homenagem a todos quantos fazem do tradicional, no artesanato e na gastronomia, a sua actividade económica e profissional.

Elisabete Teixeira

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About Elisabete Pinto

Licenciada em Ciências da Comunicação Mestrado em Jornalismo Ver todos os artigos de Elisabete Pinto

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